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Economista, Administrador, Analista de Sistemas e Pensador (forcei). Meu suporte está em Deus que me elegeu na eternidade como Seu filho sem nenhum mérito para mim, na minha esposa Verônica e meus filhos, os manos Accete, Raphael, Philipi e Victor. Amo a Deus sobre tudo. Mas não posso esquecer que sou Flamengo e tenho duas negas chamadas Penelope e Joaquina, a galega doida Lara Croft e a mulambo de estopa, Cocada.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

DIRIGIR EM PETROLINA E JUAZEIRO – UMA AVENTURA E TANTO

PARTE 1 – O tormento das estradas

Para todos que tem a necessidade de dirigir um carro nas cidades de Petrolina e Juazeiro a vida tem sido de uma aventura sem tamanho.

Todos devem se sentir como aventureiros sem dúvida alguma, algo próximo de um piloto de rali.

Nossas prefeituras, tem se esmerado em nada fazer para que nossa aventura acabe. Alguém já se deu ao trabalho de tentar achar uma única via de grande fluxo nas duas cidades que não esteja esburacada, ou com o asfalto com grandes desníveis. Falando de Petrolina, Souza Filho, Guararapes, Monsenhor Ângelo Sampaio, Fernando Góes, Joaquim Nabuco, Cardoso de Sá, Pacífico da Luz, Clementino Coelho, aquela que passa por destras dos hospitais, Integração, o entorno do parque, das Nações, Rio Branco Em Juazeiro, Adolfo Viana, Estação (Piranga), Lomando Junior, Epitácio Pessoa. Sem falar no famoso palito de picolé que interliga as duas cidades. E nada disso é conseqüência das últimas chuvas, no caso da Lomanto Junior por onde passo diariamente, tem pelo menos 5 anos que nada é feito. No caso de Petrolina, a prefeitura passada até que tentou algo, mas a omissão da gestão atual associada ao órgão da Compesa mais eficiente, o DEPREDA (DEPARTAMENTO DE PESQUISA E REENGENHARIA DE DESTRUIÇÃO DE AUTOVIAS) tornou se locomover na cidade algo que exige extrema paciência. Parece mesmo que a COMPESA tem funcionários especialmente dedicados a ver onde tem uma via recentemente pavimentada pela prefeitura só para ir lá fazer um buraco. Certa vez ouvi um funcionário graduado da COMPESA falar que eles entregavam a via novamente pavimentada com calçamento. Como seria interessante que esse funcionário caísse com o carro dele num destes buracos tão eficientemente compactados por eles.

São buracos e mais buracos, várias ruas interditadas há meses, enquanto isso temos que ver adesivos nos carros pedindo que deixemos o homem trabalhar, e nós que pensamos que ele tinha sido eleito para assumir a prefeitura, nos enganamos pensando isso, ele tem que continuar atendendo seus pacientes, trabalhando. E até quando inventam algo fazem tudo piorar, vide a obra da rua que passa por trás do Gigo

Enquanto isso na cidade vizinha todos se empenham, se enganam e enganam a população com sonhos mirabolantes de R$ 90 milhões, sem tratar algo que talvez com 5% disso já resolveria.

E ainda temos dois anos.

INCLUSÃO DIGITAL: FIM DE UM APARTHEID TECNOLÓGICO.

(produzido em 08/2009)

O conceito de inclusão digital ou como o termo original em inglês melhor expressa “digital divide” trata de um apartheid social presente em nossos dias principalmente em países em desenvolvimento mas com problemas de prover acesso a toda a população dos benefícios deste desenvolvimento.

Inclusão Digital ou infoinclusão é a democratização do acesso às tecnologias da Informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade da informação. Inclusão digital é também simplificar a sua rotina diária, maximizar o tempo e as suas potencialidades.” (Wikipedia)

O incluído digital não é apenas um utilizador de tecnologia, não é aquele que só aprende a usar recursos básicos tais como programas mensageiros, e-mails, ou ler notícias em páginas na internet, o será verdadeiramente um incluso, apenas se conseguir usar a tecnologia como suporte para ações que resultem na melhoria de suas condições de vida.

Incluir digitalmente é mais do que apenas “alfabetizar” a pessoa em informática, mas também melhorar os quadros sociais a partir do manuseio dos computadores. O erro de interpretação é comum, porque muita gente acha que incluir digitalmente é colocar computadores na frente das pessoas e apenas ensiná–las a usar Windows e pacotes de escritório. Somente colocar um computador na mão das pessoas ou vendê–lo a um preço menor não é, definitivamente, inclusão digital. É preciso ensiná–las a utilizá–lo em benefício próprio e coletivo.

Mesmo por isso a derrubada dessa divisória digital tem que envolver além da distribuição de computadores em locais de acesso a comunidades carentes, o acesso a internet e o ensino do uso das ferramentas, atrelados a projetos geradores de renda para a comunidade, sem esquecer de uma parcela da população com dificuldades de acesso por deficiências várias quer motoras, visuais, auditivas desenvolvendo projetos de acessabilidade (e-acessability).

A exclusão sócio-econômica desencadeia a exclusão digital ao mesmo tempo que a exclusão digital aprofunda a exclusão sócio-econômica. A inclusão digital deveria ser alvo de políticas públicas através de ações que promovam a inclusão e equiparação de oportunidades a todos os cidadãos. Neste contexto, é preciso levar em conta indivíduos com baixa escolaridade, baixa renda, com limitações físicas e idosos. Uma ação prioritária deveria ser voltada às crianças e jovens, pois constituem a próxima geração.

Um parceiro importante à inclusão digital é a educação. A inclusão digital deve ser parte do processo de ensino de forma a promover a educação continuada. Não é raro hoje em dia termos encontros com educadores totalmente desligados do mundo digital eles mesmos, na sua maioria não por vontade própria mas por falta de condições básicas para o fazê-lo. A educação é um processo e a inclusão digital é um elemento essencial deste processo. Temos assistido eventualmente algumas ações governamentais, geralmente cercadas de um marketing elaborado, como é o costume dos governantes brasileiros, que geralmente se mostram inócuas, sem oferecer qualquer resultado. Computadores em escolas que não tem suporte de eletricidade para usa-los, computadores encaixotados e atrás de grades para não serem roubados, ou ainda sem nenhuma comunicação com a internet, algo impensável hoje em dia.

Embora a ação governamental seja de suma importância, ela deve ter a participação da sociedade quer seja pela cobrança e fiscalização das ações públicas quanto pela ação direta através de ONGs e outros organismos que promovam ações nesse sentido de permitir o acesso das comunidades carentes a Tecnologia da Informação e Comunicação.

Os indivíduos, que por condições de insuficiência de renda, não têm como dispor de computador e linha telefônica em casa, poderiam ter a exclusão atenuada, caso tenham acesso através de empresas, escolas ou centro de cidadãos. Esses recursos destinariam-se prioritariamente àqueles que não têm acesso em suas residências. Vale ressaltar que este tipo de solução tem natureza paliativa. Adicionalmente, poderíamos ainda considerar o uso do software livre em computadores o qual seria sem qualquer custo. Entretanto, deve-se considerar a facilidade de operação, suporte e manutenção existentes. Ademais, há ainda demanda reprimida de usuários de sistemas de telecomunicações, especificamente, o sistema de telefonia fixa que pode e precisa ser expandido a fim de prover a população com esse serviço básico além de permitir que ela tenha acesso a Internet.

O Brasil precisa superar esse atraso se pretende algum dia ser considerada uma nação desenvolvida. Todavia, para que isso é preciso começar imediatamente de fato e não de palavras, os resultados advindos são sempre de longo prazo, contamos em gerações, não se consiguirá nenhum resultado considerável em menos de 15 a 20 anos. Talvez de forma polêmica tenhamos que esquecer os adultos de hoje, já excluídos, para gerar toda uma nova geração de cidadãos digitais daqui a duas décadas. Se não fizermos algo as gerações vindouras continuarão com elevado índice de excluídos.

A inclusão digital é necessária para possibilitar à população, por exemplo, o usufruto dos serviços prestados via Internet. Hoje em dia, ter acesso a Internet significa acesso a um vasto banco de informações e serviços. Este imenso repositório de conteúdo e serviços deve ser utilizado por toda população brasileira. É preciso que o governo, como principal protagonista, assuma o papel de coordenador e atue em conjunto com sociedade civil organizada a fim de assegurar o tripé da inclusão digital.

Sem um empenho completo da sociedade e do governo que só agirá pela cobrança dessa mesma sociedade o abismo social existente será cada vez mais largo de mais dificil de transpor separando os “plugados” dos “desplugados”, gerando dois grupos sociais bem distintos um dos com acesso a informação e serviços de primeira linha e outro vivendo na idade da pedra digital e sendo cada vez mais afrontados por ela.